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Valorização do câmbio favorece mercado bovino em Mato Grosso

   28/08/2015
Fonte: Diário de cuiaba   

Não é apenas sobre a soja que a valorização da taxa de câmbio vem favorecendo a comercialização do grão e as contas do agricultor mato-grossense. Os pecuaristas também comemoraram o efeito da moeda, e em dose dupla, pois a alta não tem apenas gerado incremento de receita como também vem abrindo novos mercados à carne bovina ‘made in Mato Grosso’.

 

O efeito dólar fez com que o volume arrecadado com as exportações de julho atingisse cifras inéditas para um único mês e trouxesse de volta, depois de quase dois anos, o Egito à posição de comprador da produção mato-grossense, inclusive de cortes in natura e miúdos.

 

Como destacam os analistas de bovinocultura do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o volume de carne bovina mato-grossense exportado em julho foi de 26,24 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC), o que gerou um total de US$ 97,84 milhões. Este valor em reais foi superior a R$ 315 milhões, “tornando esta a maior arrecadação já registrada em um mês em toda a série histórica, em termos nominais”.

 

Ainda como explicam os analistas, apesar de o valor médio da carne exportada (US$ 3,73/kg) estar 7,5% menor que o do mesmo período do ano passado, a desvalorização do real frente ao dólar favoreceu a maior arrecadação. Além disso, apesar da baixa representatividade no total exportado, o Estado exportou carne industrializada para o Egito, além da carne in natura e miúdos. “O embarque desta categoria não acontecia desde outubro de 2013.

 

Em geral, mesmo sob um contexto macroeconômico instável, algumas oportunidades surgem para o setor. Nesse sentido, o câmbio tem ajudado a manter a arrecadação em altos patamares e aumentado os destinos da carne mato-grossense”, destacam os analistas em trecho do Boletim Semanal da Bovinocultura, divulgado na última segunda-feira. A Venezuela, pelo segundo mês consecutivo, aparece como o maior importador de carne do Estado, adquirindo no último mês quase 8 mil TEC.

 

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) destaca que Mato Grosso já exportou 166,2 mil TEC entre janeiro a julho deste ano, sendo 26, 24 mil TEC somente em julho, gerando US$ 580,24 milhões em receita ao setor.

 

O superintendente da Acrimat, Olmir Cividini, explica que a retomada de novos mercados implicará em uma demanda maior pela carne bovina, beneficiando os criadores do Estado. Ele lembra que além da Venezuela, Rússia, China, Hong Kong e Macau, no último ano Mato Grosso conquistou novos e fortes compradores como Egito e Irã.

 

“Estamos diversificando mais o destino da carne mato-grossense, o que é importante para a cadeia da bovinocultura de corte estadual, já que permite um leque maior de clientes”. Conforme ele, o momento é de cautela na cadeia da carne, visto que os custos de produção continuam elevados, o que pode diminuir a renda do pecuarista mesmo com a alta da arroba.

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Marli aparecida Dos Santos

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